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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

PSTU



NACIONAL
site@pstu.org.br Hora de lutar, hora de discutir
Editorial do Opinião Socialista nº 319 - Edição Especial - 90 Anos da Revolução Russa
• Milhares e milhares de ativistas dos movimentos sindical, popular e estudantil estão ligados à construção da marcha a Brasília, no dia 24, promovida pela Conlutas, Intersindical e outras entidades. Eles e elas são os que garantem as discussões preparatórias, as viagens de ida e volta nos ônibus para Brasília. Marcharão com faixas que terão frases como “este congresso corrupto não pode votar a reforma da Previdência”. Gritarão “Fora Renan!”. Carregarão com orgulho cartazes exigindo a “retirada das tropas brasileiras do Haiti”.A estes abnegados lutadores está dedicada a edição especial do Opinião Socialista, número 319, em comemoração aos 90 anos da Revolução Russa. Nas páginas deste especial, queremos lembrar que o sonho de construir uma sociedade socialista, materializada na Rússia revolucionária, continua vivo, e seu legado possui grande importância e atualidade.Os milhares de lutadores que estarão na marcha refletem uma parte do melhor da vanguarda de todo o país. São os que garantem os piquetes das greves operárias, de professores, bancários e funcionários públicos. Os que organizam os atos e as passeatas estudantis e enfrentam a repressão policial. Os que animam as chapas de oposição e os que dirigem os sindicatos da Conlutas.Todos estes ativistas estão inseridos nas mobilizações diretas dos trabalhadores e estudantes. A burguesia gostaria de impedir as lutas, mas, na impossibilidade de evitá-las, quer mantê-las sem nenhuma referência estratégica. Quer que os ativistas – e a partir daí o conjunto dos trabalhadores – não vejam as mobilizações por salário, emprego ou condições de trabalho e estudo como partes de uma luta contra o governo e o conjunto da dominação capitalista. A marcha do dia 24 é uma resposta política de peso nacional, que vai fortalecer as lutas específicas.Muitos ativistas honestos acreditam, no entanto, que é correta a postura de “rejeitar a política” e se dedicar apenas “às lutas concretas”. Desencantados com a derrubada das ditaduras stalinistas do Leste europeu e com as manobras corruptas de partidos como o PT e os da oposição burguesa, estes ativistas rejeitam a luta política e os partidos.É bom que se diga que a burguesia aplaude esse tipo de postura. Os grandes capitalistas discutem suas estratégias de exploração, com todos os detalhes necessários. Uma infinidade de apoiadores (jornalistas, intelectuais, dirigentes sindicais e parlamentares reformistas) ajuda a grande burguesia. E o poder continua em suas mãos.É preciso reconhecer que, muitas vezes, a discussão nos sindicatos, nas entidades estudantis e populares fica dentro desses limites que a burguesia estabelece, só no terreno específico, sindical. O sindicalismo nada mais é de que a aceitação dos limites impostos pela burguesia nas lutas dos trabalhadores.É preciso reverter isso. A vanguarda das lutas deve voltar a discutir uma estratégia revolucionária. É preciso debater, aberta e francamente, entre os ativistas, como se pode mudar o país. Vamos conseguir através de eleições? Ou através de uma revolução? E que tipo de revolução nós queremos?Para estimular esta discussão estratégica, nada melhor que revisitar as experiências da Revolução Russa. O outubro russo foi e é a maior fonte de experiências para os que se propõem a lutar por uma revolução operária e socialista.Todas as revoluções são diferentes umas das outras. Não se repetirá uma revolução exatamente como a de 1917, assim como não veremos outra como a espanhola de 1935-36, ou a boliviana de 1952, ou a cubana de 1959. O desenvolvimento econômico dos países, o peso relativo das classes, as diferentes formas de organização das massas, enfim, todas são características particulares dos países e das revoluções. No entanto, o capitalismo unifica todos os países através do mercado. As leis da luta de classes seguem tendo plena validade geral. A revolução ronda todos os continentes e se materializa na América Latina nas insurreições populares na Bolívia, Equador e Argentina.Assim, as experiências da Revolução Russa seguem tendo uma enorme importância, porque demonstram uma estratégia revolucionária em ação. Este é o nosso objetivo: fundir as lutas diretas dos trabalhadores com as discussões estratégicas da revolução socialista.Viva a marcha do dia 24 de outubro!Viva os 90 anos da Revolução Russa!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

JORNAL


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terça-feira, 10 de abril de 2007

PSTU


Portal do PSTU agora tem blog!



da redação


• A partir desta quarta-feira, 11, o blog Coquetel Molotov estará no ar, agora como parte do Portal do PSTU. Criado por militantes do partido em Fortaleza (CE), o blog vem se firmando com novidades e textos “incendiários” sobre o mundo da política e a vida do nosso partido. Os companheiros aceitaram o convite e agora o blog passa, oficialmente, a integrar a comunicação do PSTU.

O Molotov teve sua primeira postagem em 24 de junho de 2006, com oseguinte objetivo: “Tornar-se um coquetel incendiário de informações explosivas, um ponto de apoio aos militantes dos movimentos sociais, uma referência aos revolucionários”. Na ocasião, diziam ter se influenciado no Arquibancada, blog do Portal do PSTU com um olhar diferente sobre a Copa do Mundo.

Em março, o Portal do PSTU realizou duas coberturas em parceria com o Molotov, em conexão direta com os blogueiros em Fortaleza. No dia 3, no ‘Ato 20 anos sem Moreno’ e, no dia 25 de março, no Encontro Nacional Contra as reformas.

O Molotov é um entre os 23 milhões de blogs em todo o mundo. De diários pessoais, muitos viraram tribunas, onde, além de opiniões, são publicadas notícias que não são encontradas na grande mídia. Nos últimos quatro anos, os blogs explodiram, influenciando o jornalismo online. O mais famoso deles é de um iraquiano, que por meses, “postou” relatos das bombas caindo em seu país.


[ 10/4/2007 09:57:00 ]

terça-feira, 3 de abril de 2007

17/04






Editorial do Opinião Socialista nº 294


• Estão crescendo no país os indícios de que o segundo mandato de Lula não será como o primeiro. Inicialmente, ocorreu o Encontro Nacional Contra as Reformas do dia 25 de março, em que mais de 600 entidades e seis mil pessoas aprovaram um plano de lutas contra os planos do governo. Agora, existe uma leva de mobilizações – a dos controladores de vôo é a mais importante delas – que indica a possibilidade de extensão das lutas.

Lula conseguiu, em seu primeiro mandato, impor um plano neoliberal ainda mais duro que FHC (superávit primário maior, lucros históricos para os bancos) e, apesar disso, ainda manteve um relativo controle político do país. Safou-se da grande crise política de 2005 e reelegeu-se com o apoio majoritário dos trabalhadores.

Com a ajuda da CUT e da UNE, conseguiu frear as mobilizações dos trabalhadores. Contou, também, com o apoio do MST ao governo. Navegou com sucesso no crescimento econômico, se aproveitando do prestígio de seu nome. Fomentou a ilusão de que as migalhas do “Bolsa Família” e do reajuste do salário mínimo deviam-se à sua preocupação com os pobres porque havia sido “um deles”.

Reforma da Previdência anunciada
Lula anunciou com clareza sua intenção de fazer a reforma previdenciária. Tirou o Ministério da Previdência das mãos do PDT, porque este partido não era uma garantia para a reforma. Entregou a pasta a Luiz Marinho, um burocrata que faz tudo o que Lula quer.

Na semana passada, Lula e Bush reuniram-se de novo nos EUA, para fecharem os acordos que envolvem as reformas no Brasil e os planos para o etanol.

A direção do MST, que até agora vem apoiando o governo, tem de romper com Lula de imediato. Este governo enviou tropas para o Haiti, liberou os transgênicos e determinou a transposição do rio São Francisco. Agora, com a febre do etanol, vai agravar a situação dos trabalhadores do campo. Os pequenos produtores vão ser expulsos de suas terras para enriquecer as grandes empresas. A produção de alimentos do país vai ser afetada. O México é um exemplo – o preço do milho (base da “tortilla”, alimento mais popular do país) aumentou muito porque também é usado para a produção do álcool.

Lula irá mais à direita em seu segundo governo, fazendo maiores ataques aos trabalhadores da cidade e do campo.

É possível vencer o governo
O que Lula não esperava era a reação do movimento. No dia 25 de março, o Encontro Contra as Reformas instalou um Fórum de Mobilização que inclui a Conlutas, a Intersindical, uma parte das pastorais e outras entidades. O encontro votou um plano de lutas com apoio às lutas concretas (com um dia nacional de mobilizações no dia 17 de abril), atos unificados no 1º de Maio, uma semana de lutas entre 21 e 25 de maio e uma manifestação em Brasília no segundo semestre.

O próximo 17 de abril será um dia de lutas e mobilizações, unindo o funcionalismo público a setores de luta no campo. A Cnesf (Coordenação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) aprovou o dia 17 como data de mobilizações e paralisação em defesa das reivindicações da categoria.

As lutas atuais começam a crescer e a escapar do controle das direções governistas.

A primeira a ser destacada é a greve dos controladores de vôo, que ocuparam os centros de controle aéreo e obtiveram uma vitória muito importante, com a desmilitarização do controle aéreo e o reajuste salarial. No momento em que escrevemos, estão em curso uma negociação com o governo e uma grande campanha contrária da mídia para tentar derrotar o movimento.

Existem mobilizações salariais importantes, em particular dos metalúrgicos de Volta Redonda, construção civil de Fortaleza e funcionalismo público (professores no Amapá, funcionários estaduais no Rio de Janeiro e uma quase greve geral do funcionalismo no Piauí).

Em todas elas, um problema chave é a superação das direções governistas da CUT. Em muitas categorias, já existem direções sindicais ligadas à Conlutas, mas na maioria ainda existe a CUT, que precisa ser superada nas próprias lutas.

Os professores da Apeoesp em São Paulo deram o exemplo de como derrotar os governistas, votando numa assembléia o plano de lutas proposto pela Conlutas contra o da CUT, com 80% dos votos. Como conseqüência, no dia 17 vai haver uma luta unificada dos professores estaduais do ensino médio e das universidades paulistas.

A juventude está em luta em várias cidades, por motivos distintos (passe-livre no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, moradia em Campinas, contra o racismo na UnB). As mobilizações populares seguem ganhando peso, com a continuidade da ocupação do Pinheirinho em São José dos Campos pelo MUST e a nova ocupação de Itapecerica da Serra (SP) pelo MTST, ambos ligados à Conlutas.

A importância das lutas atuais
Todas essas mobilizações são partes de uma ampla batalha, que terá uma rodada decisiva quando a reforma da Previdência vier.

A situação política mundial tem dado grandes lições: é possível vencer! A reação do povo venezuelano derrotou o golpe imperialista em 2002. A resistência iraquiana acabou com os planos de Bush de uma vitória militar rápida e ameaça derrotar o mais poderoso exército invasor da história. A juventude francesa derrotou os planos de reforma trabalhista.

É possível vencer a reforma da Previdência de Lula e Bush. O plano de lutas definido no encontro do dia 25 não serviu apenas para marcar posição, mas para indicar uma luta nacional que possa derrotar o governo. Esta é a mensagem da vitória parcial dos controladores de vôo.

A vitória ou derrota de cada uma dessas lutas fortalecerá ou enfraquecerá as que virão. Por isso, precisamos apoiar e unificar as mobilizações, como ocorreu com os professores da Apeoesp. O primeiro grande momento é o dia 17.

Em cada uma dessas lutas estará em disputa a construção de uma nova direção para o movimento de massas ou a manutenção da CUT e da UNE chapas-brancas. A Conlutas e as forças do Fórum de Mobilização apresentam-se como uma alternativa de direção para o movimento. Por fim, chamamos o MST a romper com o governo e se somar a essas lutas.


[ 3/4/2007 10:14:00 ]

quinta-feira, 22 de março de 2007

jornal



O MELHOR JORNAL OPERÁRIO E SOCIALISTA!

quarta-feira, 21 de março de 2007

reformas


reformas



Editorial do Opinião Socialista nº 292


• O Encontro Nacional do dia 25 é um marco na mobilização contra as reformas neoliberais do governo Lula. Nunca antes tínhamos conseguido reunir um tamanho leque de movimentos sociais e forças políticas ao redor de um plano de ação e palavras-de-ordem comuns.

Para se ter uma idéia da dimensão dessa frente, basta ver a lista das entidades que convocam o encontro: Conlutas (que esteve no centro da sua convocação e preparação), maioria das entidades nacionais do funcionalismo público (Fenasps, Condsef, ASSIBGE, Fenafisco, além do Andes e Sinasefe, filiados à Conlutas), pastorais sociais, diversas confederações, Intersindical, entidades estudantis (Conlute e outras) e populares (MTST e MST), além de muitas outras organizações sindicais.

Esta frente pode dar um salto se formarmos nesse Encontro um Fórum de Lutas para encaminhar as mobilizações contra as reformas do governo.

Como foi possível alcançar essa unidade
Conseguir a unidade na luta dessas forças está sendo possível por dois motivos. O primeiro é que existe um impulso vindo da base, no sentido de preparar essa luta. Podemos sentir nas reuniões prévias, nas categorias, uma disposição nova. Não é por acaso que o número de presentes deve ser muito superior às previsões iniciais. Pode ser que esteja começando a se expressar no Brasil a esquerdização presente na América Latina, como preparação para grandes lutas.

O segundo motivo é a idéia que originou esse encontro, de buscar a unidade na luta entre setores diferentes. Isso, que é extremamente simples, não é a norma corrente na relação entre os setores de esquerda. Muitas vezes, predomina um espírito mesquinho e sectário, que privilegia a manutenção do espaço de cada corrente em detrimento da busca da luta unificada. Esse encontro marca uma postura diferente que tornou possível a unidade, pela primeira vez, nessas dimensões, mesmo enfrentando a dificuldade de lutar contra um governo do PT.

Importância da presença do MST e um chamado ao movimento
Das organizações presente ao encontro, salta à vista a incorporação do MST. Queremos, antes de tudo, saudar os companheiros por sua presença num evento que prepara uma luta clara contra os planos neoliberais do governo Lula.

O Movimento dos Sem-Terra ganhou um enorme respeito dos ativistas de todo o país por ocupar terras em defesa da reforma agrária. No entanto, desde a posse de Lula, o MST, por seu apoio ao governo, vem perdendo o capital político acumulado em anos e anos de luta. Até agora, a direção do MST vinha dizendo que o inimigo era o imperialismo e que era necessário apoiar Lula, para evitar a direita.

Agora, tudo indica que Lula vai ainda mais para a direita, rompendo com as expectativas da direção do MST de que o segundo mandato fosse “mais à esquerda”. Embora a direção do MST tenha aumentado as críticas ao governo, infelizmente ainda não rompeu com ele. Segue dizendo que Lula “não é nosso principal inimigo”, que é preciso lutar contra o imperialismo e não contra o governo.

Como acreditamos que o MST tem uma grande importância para a evolução das lutas no campo, gostaríamos que os companheiros tirassem conclusões das seguintes questões.

Em primeiro lugar, quem é hoje o principal ponto de apoio do governo Bush no Brasil? Não se pode dizer que é o PSDB e o PFL. Foi Lula quem decidiu pelo envio das tropas brasileiras para o Haiti e assegurou os maiores lucros da história para os bancos. Não foi por acaso que vimos Lula e Bush abraçados nesta última visita do norte-americano, enquanto os militantes da Conlutas e do MST (entre outras organizações) eram reprimidos pela polícia.

Em segundo lugar, Lula é o grande defensor do agronegócio ou da reforma agrária? Segundo os dados do próprio MST, o governo do PT manteve a mesma política de FHC para estimular o agronegócio e não fazer a reforma agrária. Aliás, Lula utiliza a mesma tática de FHC de inflar os números de assentamentos. Pelo menos 48% dos números divulgados seria fruto de governos anteriores e só 25% das famílias foram assentadas em terras desapropriadas. É preciso que se diga a verdade: Lula é o governo do agronegócio, inimigo da reforma agrária.

Em terceiro lugar, qual é o governo responsável por gravíssimos ataques ao movimento de massas, como a transposição do Rio São Francisco, a liberação dos transgênicos e o plano do etanol? Todas essas definições foram ou estão sendo tomadas no governo Lula e não nos governos da direita de antes.

Agora, liguemos as coisas. Se Lula é o maior ponto de apoio de Bush no Brasil, é o defensor do agronegócio e o inimigo da reforma agrária, responsável pela transposição do São Francisco, pela liberação dos transgênicos e pelo plano do etanol, como a direção do MST pode dizer que o governo do PT não é nosso inimigo? Como lutar contra esses planos sem enfrentar o governo que é o responsável por eles?

Por isso, além de saudar a presença do MST no Encontro, queremos chamá-los a romper com o governo Lula. Só assim poderá avançar de forma conseqüente na luta. Só poderemos derrotar a reforma da Previdência, por exemplo, se lutarmos contra Lula, que vai apresentar essa proposta ao Congresso e defendê-la.

Depois do Encontro, vamos às bases
Caso consigamos nesse Encontro conformar o Fórum de Lutas e definir o plano de ação unitário, todos os esforços deverão estar centrados em levar suas conclusões para as bases.

Teremos de fazer um enorme esforço para transformar essas idéias em movimentos reais dos trabalhadores, estudantes e movimentos populares, construindo uma grande jornada de luta contra a reforma da Previdência e contra as outras reformas neoliberais. Construindo um forte 1º de maio alternativo e uma grande mobilização em Brasília no segundo semestre. Apoiando e unificando as ocupações e as lutas salariais concretas dos trabalhadores.

domingo, 18 de março de 2007

JORNAL


O MELHOR JORNAL OPERÁRIO E SOCIALISTA DO BRASIL!